Como e quando as empresas distanciaram das Universidades?

Fazemos papel de palhaço ficando horas só escutando!
Fazemos papel de palhaço ficando horas só escutando!

Antigamente  quem tinha estudo como o de hoje, eram apenas as pessoas muito importantes. Lembra no filme Alexandre o Grande quando Aristóteles lhe dava aulas? Era mais ou menos assim que funcionava. Enquanto os súditos aprendiam na vida os reis aprendiam com os mestres, não coincidentemente os mesmos mestres que a gente lê e relê hoje em dia, e na maioria das vezes não entende porra nenhuma e finge que entende só pra pegar o diploma.

O problema não são os mestres de antigamente, não é a toa que seus ensinamentos duraram tanto tempo. O negócio é que uma aula de filosofia bem dada muda a sua vida, e uma ruim TE ENCHE O SACO.

Numa outra época eu dizia pros meus amigos que o sistema de ensino era fadado a desgraça e falido. Vários de meus professores que davam aulas de Publicidade ou Administração nunca tinham sido publicitários ou administradores na vida, não sabiam falar inglês, não sabiam nada sobre o mercado, achavam que Mestrado era alguma coisa a mais que experiência, e faziam “mestrados sobre rodapé”.

O “Mestrado sobre rodapé” é aquele mestrado que não vai mudar a vida de ninguém e muito menos somar algum conhecimento, serve apenas para aumentar o salário de quem fez.

O Mestrado Rodapé geralmente é feito por pessoas medrosas e que se acham esforçadas porque sempre se debruçaram sobre livros passando um marca texto nas possíveis repostas das provas decorando-as. Mas nunca se esforçaram para entender pra que serve a Filosofia aplicada à administração por exemplo, sabem apenas que Platão falou sobre o perfeito e o imperfeito e etc.

O maior problema disso tudo é que muitas vezes não podemos fazer nada a respeito, temos de simplesmente pensar que é assim que as coisas funcionam e pronto. Mas e se você for um cara que realmente gosta de estudar, que gosta de ver as coisas se encaixando? Vai ficar a vida toda fazendo o que os outros de dizem ser o certo?

Imagine se você fosse milionário? Aí sim você seria capaz de mudar alguma coisa substancialmente? Acho que sim, porém não necessariamente.

O MAIOR PROBLEMA DA EDUCAÇÃO MUNDIAL atualmente é ter um bando de gente infiltrada nas instituições que pregam que dinheiro é uma coisa feia, apesar de venderem seu intelecto para tê-lo. Pois bem, a solução que proponho para melhorar (salvar) as instituições de ensino esbarra justamente aí. Se estas instituições paracem de pregar esta hipocrisia de que dinheiro é coisa feia e que as empresas corrompem os alunos (parece um tipo de comunismo deturpado não?!) um passo grande seria dado. Abaixo ilustro um acontecimento para explicar melhor minha idéia e onde ela esbarra.

Minha atual professora de contabilidade ficou sabendo que eu mexia com internet e producão multimídia e me perguntou se poderia fazer alguma coisa para ajudá-la em suas aulas. Fui pra casa, pensei um pouco, e na aula seguinte propus a ela que fizesse um blog e/ou fórum. Falei que um blog daria um pouco mais de trabalho no início, porém a longo prazo seria talvez um fator que a fizesse trabalhar menos, pois todo seu conteúdo estaria lá. E que um fórum daria um bom retorno no curto prazo, além de permitir maior interação entre os próprios alunos. Para colocar estas duas idéias em prática sugeri o Google Groups para fazer fórum e o Blogspot para iniciar o blog, e que quando estivesse com muitos textos eu disponibilizaria meu sistema para torná-lo mais profissional.

O entrave que ela falou que teria para executar estas idéias é que teria de usar necessariamente o sistema da UFV, que eles chaman de PVANet. O PVANet disponibiliza ao professor abrir um fórum, um blog e adicionar arquivos. E sua remenda de nome SAPIENS permite ao aluno ver suas notas e faltas. Então expliquei a ela que o melhor mesmo seria usar o Google Groups e o Blogspot mesmo, e que ela estava correndo o risco de ter um retorno quase zero se trabalhasse com os softwares que a universidade disponibiliza. Abaixo explicarei o porque.

Extiste o PVANet e o Sapiens, mas não existe necessidade de ter os dois. Era pra ter só um, e era pra ser software livre. É no mínimo desrespeitoso ao cidadão que paga imposto pra não dizer absurdo que uma universidade federal não use um software livre, pois assim estaria contribuindo para a sociedade, além de estar ganhando em qualidade, pois qualquer idiota que já trabalhou o mínimo com software livre sabe que ele é melhor do que QUALQUER SOFTWARE FECHADO. Enquanto uma equipe de dez pessoas com alguns problemas trabalham para melhorar um software fechado, o mundo inteiro com vários problemas a resolver trabalham para melhorar o software livre.

Além do problema acima também tem outro, quem pode usufruir do PVANet e desfrutar de seu “maravilhoso” fórum são apenas os alunos da UFV e daquela matéria, ou seja, na verdade houve um problema de incompetência por parte de quem fez o fórum assim, porque ISTO NÃO É FÓRUM É PREGUIÇA. Pra entenderem melhor isto vou comparar o Google Groups com o PVANet.

Qualquer pessoa do planeta pode entrar no Google Groups e perguntar ou responder uma dúvida. Sempre que há uma atualização no fórum a pessoa recebe por email. Os arquivos do fórum (tudo que já foi tratado nele) fica lá o resto da vida. Dá pra ser integrado a qualquer outro software por ter uma tecnologia que chama RSS Feeds (em outra oportunidade explico melhor o que é isso), ou seja, dá pra integrar até ao orkut se quiser, e é a própria pessoa que escolhe em qual email ela quer receber as atualizações do fórum, e pode parar de recebê-las a hora que quiser. Eu poderia ficar falando diversas outras coisas aqui, mas só isto já é mais que suficiente pra bater o PVANet, vamos falar um pouco sobre ele então?!

Quem pode desfrutar do fórum do PVANet são apenas os alunos daquela matéria. Então se tenho uma dúvida não seria mais fácil eu chegar e perguntar pessoalmente à pessoa do meu lado!? Não dá pra receber as atualizações por email, não dá pra ser integrado a nada, parece não possuir um arquivo, sendo assim a cada período o fórum é deletado, não tem nem a metade das funções do Google Groups, e pode ser chamado de fórum apenas se você levar em conta o que era um fórum do início da década de 90, os estudos para mudança de design que tiveram desde o século passado pra cá já transformaram o fórum em outra coisa, numa ferramenta muito mais poderosa, num Google Groups.

Pense comigo, se uma empresa milionária chegasse pra você e falasse que ela iria fazer um trabalho pra você totalmente de graça e melhor, você diria não?!

Apesar de eu estar certo, sei que isto só acontecerá (se acontecer) daqui a muiiiiiiiiiiiiiiito tempo, porque todo mundo é concursado, porque apesar de se a UFV fizessse isso ela seria uma das melhores do planeta está satisfeita com a posição de terceira melhor do Brasil (país que teve seu primeiro presidente eleito pelo povo a pouco mais de 10 anos), porque quem fez o PVANet e quem trabalha nele já deu a intender que não larga o osso por nada, e porque a professora que pediu minha ajuda deixou isto tudo bem claro logo que falei com ela a respeito.

Então fui pra casa e voltei depois de uns dias com a solução: queria que todos os trabalhos que fossem feitos pelos meus colegas fossem entregues a mim depois da correção e apresentação é claro. Destes trabalhos eu escolheria alguns pra inserir aqui no blog e o melhor trabalho ganharia uma grana pra ser destribuída entre o grupo, estava disposto a premiar com até 200 reais o melhor trabalho. Foi aí que ouvi outro não, minha professora me explicou que era um pouco complicado ela estimular este tipo de coisa em sala de aula porque envolve dinheiro, e ela está certa. Se ela fizesse isso provavelmente receberia represálias de algum superior, por isso guardei a idéia pra mim e vou colcá-la em prática, se não na UFV em outra faculdade, talvez numa particular isto seria mais bem aceito.

Mesmo sendo compicado implementar isto de cara numa Universidade Federal eu vou tentar, pra isto terei de conversar com os superiores da minha professora, mas não posso chegar lá pedindo pra patrocinar trabalhos com um blog de nome DiegoLopes, por isto estes dias estive investindo mais ainda em parcerias, novos servidores, e vou até mudar o nome do blog. Vai se chamar CulturaLivre.com, pra isto terei de desembolsar 299 dólares, pois este domínio já tem dono e este é o preço, pois eu pagarei e honrarei os leitores do blog com minha proposta de fazer alguma coisa diferente, se não aqui na UFV em outro lugar.

Porque insistir nesta ideia? Porque ela é perfeita. Vários bons alunos não se dedicam por não ver resultado naquilo, sendo patrocinados o resultado seria imediato. Também é um pouco desconcertante estar subordinado a apenas uma pessoa (no caso o professor) sendo que as vezes você tem muito mais a falar do que ele, neste sistema o poder estaria destribuído entre todos e apenas o poder de moderação nas mãos do professor e não o conhecimento como um todo, e muito menos teríamos o problema de alguns professores metidos acharem que são melhores que os alunos, que também são pessoas e tem conhecimentos, pois com este sistema de patrocínio os alunos poderiam chegar a ganhar até mais que seus mestres.

Com o tempo os alunos teriam seus próprios blogs e procurariam patrocínio por eles mesmos, e até mesmo o professor ganharia dinheiro. Tendo uma boa relação com os patrocinadores e abraçando a idéia tenho certeza que os professores também seriam chamados a escrever, disponibilizar seus trabalhos na web e a executar alguns trabalhos mais específicos pros patrocinadores.

ALIADA A NOVA ONDA DE CURSOS TECNOLÓGICOS A ESTA IDEIA, ACONTECERÁ A REAPROXIMAÇÃO DAS UNIVERSIDADES COM AS EMPRESAS. ESPERO CONTRIBUIR PRA ISSO E AO MESMO TEMPO GANHAR UMA BOA GRANA AJUDANDO O MUNDO, O NOME DISSO É CULTURA LIVRE!

Gostaria de agradecer a professora Simone, que me dá aulas de contabilidade e também é a coordenadora do curso de Contabilidade da UFV, por ter feito a pergunta de como ela poderia usar a internet para melhorar o ensino e parabenizá-la pelo pioneirismo, grande abraço!

Publicado por

Diego Lopes

Graduado em admnistração pela UFV, atua na como coordenador de projetos web há mais de dez anos. Já trabalhou em 3 empresas no Vale do Silício e gerenciou mais de 1 milhão no Google Adwords e 100 mil dólares no Facebook.

2 comentários sobre “Como e quando as empresas distanciaram das Universidades?”

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