Vídeo aulas de economia básica. Leis de mercado

Vídeo aulas de economia
Vídeo aulas de economia

Programa 1 de 7:
Introdução a alguns fundamentos da Ciência Econômica, como administração e limitação de recursos, escassez e custo de oportunidade.

Programa 2 de 7:
Noções básicas de Microeconomia, Equilíbrio de Mercado, Lei da Demanda, Bens Substitutos e Complementares.

Programa 3 de 7:
Lei da Oferta, Tecnologia e Preço dos Insumos, Estrutura de Mercado: Concorrência Perfeita e Monopólio.

Programa 4 de 7:
Noções básicas de Macroeconomia, Produto Agregado, PIB, Política Fiscal, Política Monetária, Políticas Cambial e Comercial, Fluxo Circular de Renda.

Programa 5 de 7:
Setor Externo: Globalização, Transações Comerciais Internacionais, Taxa de Câmbio, Regimes de Câmbio Fixo e Flutuante.

Programa 6 de 7:
Governo e administração do sistema de mercado, Falhas de Mercado, Regulação de Monopólio, Externalidades.

Programa 7 de 7:
Crescimento Econômico e Desenvolvimento Econômico, Estabilidade, Acumulação de Capital, Formação de Capital Humano, Acumulação de Conhecimento e Geração de Novas Tecnologias.

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Vídeo aulas para vestibular, concurso e faculdade de Sociologia. De graça!

Mafalda e suas manias
Mafalda e suas manias

Gostaria de disponibilizar mais uma lista de vídeo aulas. Desta vez sobre Sociologia. Nela você encontrará algumas coisas sobre KarlMarkx, Weber,  Durkhein, comunistas e sociólogos em geral. Aproveitem!

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Vídeo aulas para vestibular, concurso e faculdade de Filosofia. De graça!

Pense a filosofia
Pense a filosofia

É com prazer que disponibilizo mais uma lista de vídeo aulas aqui no site. Desta vez de Filosofia. Gostariade agradecer a leitora Lúcia pelo pedido. Grande abraço a todos, espero que gostem!

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Estatística: exercícios e provas resolvidas, apostilas, simulados e vídeo aulas. Grátis!

Tem estatística de tudo, já assistiu Fantásico?!
Tem estatística de tudo, já assistiu Fantásico?!

O melhor jeito de destribuir conteúdo aos alunos é o Google Groups, e já que o portal é principalmente voltado à educação, estou lançando mais um groups (fórum), desta vez de Estatística. É o fórum que vai linkar todo o conteúdo da internet voltado a este assunto. No fórum você pode perguntar e responder, ou seja, ensinar e aprender, e não só ficar com cara de idiota ouvindo o professor falar.

Vídeo aulas, provas e exercícios resolvidos, indicações de sites, livros e muito mais, tudo isto de graça e pra quem quiser!

Se a sua escola ou faculdade tem um fórum próprio, e pior ainda, por sala e que seu arquivo (histórico) é apagado a cada período, brigue, esperneie, reivindique, pois isto é um equívoco, visto que existe um sistema de fórum tão bom e gratuito quanto é o Google Groups!

Acesse o Fórum de Estatística mantido pelo Cultura Livre

E se quiser pesquisar outros grupos de discussão sobre estatística clique sobre o linke.

Fórum de contabilidade: provas, exercícios, perguntas e respostas

Acesse o fórum de contabilidade
Acesse o fórum de contabilidade

Galera, primeiramente desculpem pelo tempo que o site ficou fora do ar. Tive vários problemas com servidores, qualquer dia escrevo um texto contando os detalhes técnicos pra ajudar àqueles que também trabalham com web e leêm o Cultura Livre.

Ainda não escrevi o “sobre” do portal, mas quem lê sabe que o que fazemos aqui é discutir um mundo novo pós web. A educação e a política são as que sofrerão mais mudanças e em função disto devemos pensar novos meios de administração. O copyright está acabando e softwares, robôs e até carros sem nenhum segredo de produção estão despontando para mudar o mundo pra melhor. Em função disto, decidi tomar a frente e mostrar a melhor forma de usar fóruns e emails para aumentar o interesse do aluno pela matéria. Por isto fundei o FÓRUM DE CONTABILIDADE, e depois fundarei outros fóruns.

O que é?
Fórum na web é um lugar onde se pode perguntar e responder assuntos relacionados ao título do fórum, no caso deste primeiro que fundei, contabilidade.

Como foi feito?
Usando o googlegroups, é a melhor opção quando se fala de fórum porque todo mundo que estiver inscrito nele e quiser pode receber os emails com as perguntas que a galera faz, e a resposta será enviada pro email de todo mundo novamente e assim por diante. Outro motivo para não usar fóruns próprios é que o googlegroups permite que se envie arquivos pra ele, coisa um pouco complicada de se permitir num fórum próprio como o que a minha universidade usa (UFV). Além disto tudo, ele ainda é de graça, não precisa de ser da UFV para usufruir, seus arquivos são eternos (o da UFV é limpado todo período), e por possuir uma tecnologia chamada RSS Feeds ele permite uma fáil integração com outros sites ou softwares!

Como vou fazê-lo dar certo?
Contraterei uma estagiária que se encarregará entre outras coisas de digitalizar as provas, enviar exercícios e apostilas pro fórum.

Acesse o FÓRUM DE CONTABILIDADE mantido pelo Cultura Livre

Para pesquisar mais grupos de discussão sobre contabilidade clique sobre o linke.

Como e quando as empresas distanciaram das Universidades?

Fazemos papel de palhaço ficando horas só escutando!
Fazemos papel de palhaço ficando horas só escutando!

Antigamente  quem tinha estudo como o de hoje, eram apenas as pessoas muito importantes. Lembra no filme Alexandre o Grande quando Aristóteles lhe dava aulas? Era mais ou menos assim que funcionava. Enquanto os súditos aprendiam na vida os reis aprendiam com os mestres, não coincidentemente os mesmos mestres que a gente lê e relê hoje em dia, e na maioria das vezes não entende porra nenhuma e finge que entende só pra pegar o diploma.

O problema não são os mestres de antigamente, não é a toa que seus ensinamentos duraram tanto tempo. O negócio é que uma aula de filosofia bem dada muda a sua vida, e uma ruim TE ENCHE O SACO.

Numa outra época eu dizia pros meus amigos que o sistema de ensino era fadado a desgraça e falido. Vários de meus professores que davam aulas de Publicidade ou Administração nunca tinham sido publicitários ou administradores na vida, não sabiam falar inglês, não sabiam nada sobre o mercado, achavam que Mestrado era alguma coisa a mais que experiência, e faziam “mestrados sobre rodapé”.

O “Mestrado sobre rodapé” é aquele mestrado que não vai mudar a vida de ninguém e muito menos somar algum conhecimento, serve apenas para aumentar o salário de quem fez.

O Mestrado Rodapé geralmente é feito por pessoas medrosas e que se acham esforçadas porque sempre se debruçaram sobre livros passando um marca texto nas possíveis repostas das provas decorando-as. Mas nunca se esforçaram para entender pra que serve a Filosofia aplicada à administração por exemplo, sabem apenas que Platão falou sobre o perfeito e o imperfeito e etc.

O maior problema disso tudo é que muitas vezes não podemos fazer nada a respeito, temos de simplesmente pensar que é assim que as coisas funcionam e pronto. Mas e se você for um cara que realmente gosta de estudar, que gosta de ver as coisas se encaixando? Vai ficar a vida toda fazendo o que os outros de dizem ser o certo?

Imagine se você fosse milionário? Aí sim você seria capaz de mudar alguma coisa substancialmente? Acho que sim, porém não necessariamente.

O MAIOR PROBLEMA DA EDUCAÇÃO MUNDIAL atualmente é ter um bando de gente infiltrada nas instituições que pregam que dinheiro é uma coisa feia, apesar de venderem seu intelecto para tê-lo. Pois bem, a solução que proponho para melhorar (salvar) as instituições de ensino esbarra justamente aí. Se estas instituições paracem de pregar esta hipocrisia de que dinheiro é coisa feia e que as empresas corrompem os alunos (parece um tipo de comunismo deturpado não?!) um passo grande seria dado. Abaixo ilustro um acontecimento para explicar melhor minha idéia e onde ela esbarra.

Minha atual professora de contabilidade ficou sabendo que eu mexia com internet e producão multimídia e me perguntou se poderia fazer alguma coisa para ajudá-la em suas aulas. Fui pra casa, pensei um pouco, e na aula seguinte propus a ela que fizesse um blog e/ou fórum. Falei que um blog daria um pouco mais de trabalho no início, porém a longo prazo seria talvez um fator que a fizesse trabalhar menos, pois todo seu conteúdo estaria lá. E que um fórum daria um bom retorno no curto prazo, além de permitir maior interação entre os próprios alunos. Para colocar estas duas idéias em prática sugeri o Google Groups para fazer fórum e o Blogspot para iniciar o blog, e que quando estivesse com muitos textos eu disponibilizaria meu sistema para torná-lo mais profissional.

O entrave que ela falou que teria para executar estas idéias é que teria de usar necessariamente o sistema da UFV, que eles chaman de PVANet. O PVANet disponibiliza ao professor abrir um fórum, um blog e adicionar arquivos. E sua remenda de nome SAPIENS permite ao aluno ver suas notas e faltas. Então expliquei a ela que o melhor mesmo seria usar o Google Groups e o Blogspot mesmo, e que ela estava correndo o risco de ter um retorno quase zero se trabalhasse com os softwares que a universidade disponibiliza. Abaixo explicarei o porque.

Extiste o PVANet e o Sapiens, mas não existe necessidade de ter os dois. Era pra ter só um, e era pra ser software livre. É no mínimo desrespeitoso ao cidadão que paga imposto pra não dizer absurdo que uma universidade federal não use um software livre, pois assim estaria contribuindo para a sociedade, além de estar ganhando em qualidade, pois qualquer idiota que já trabalhou o mínimo com software livre sabe que ele é melhor do que QUALQUER SOFTWARE FECHADO. Enquanto uma equipe de dez pessoas com alguns problemas trabalham para melhorar um software fechado, o mundo inteiro com vários problemas a resolver trabalham para melhorar o software livre.

Além do problema acima também tem outro, quem pode usufruir do PVANet e desfrutar de seu “maravilhoso” fórum são apenas os alunos da UFV e daquela matéria, ou seja, na verdade houve um problema de incompetência por parte de quem fez o fórum assim, porque ISTO NÃO É FÓRUM É PREGUIÇA. Pra entenderem melhor isto vou comparar o Google Groups com o PVANet.

Qualquer pessoa do planeta pode entrar no Google Groups e perguntar ou responder uma dúvida. Sempre que há uma atualização no fórum a pessoa recebe por email. Os arquivos do fórum (tudo que já foi tratado nele) fica lá o resto da vida. Dá pra ser integrado a qualquer outro software por ter uma tecnologia que chama RSS Feeds (em outra oportunidade explico melhor o que é isso), ou seja, dá pra integrar até ao orkut se quiser, e é a própria pessoa que escolhe em qual email ela quer receber as atualizações do fórum, e pode parar de recebê-las a hora que quiser. Eu poderia ficar falando diversas outras coisas aqui, mas só isto já é mais que suficiente pra bater o PVANet, vamos falar um pouco sobre ele então?!

Quem pode desfrutar do fórum do PVANet são apenas os alunos daquela matéria. Então se tenho uma dúvida não seria mais fácil eu chegar e perguntar pessoalmente à pessoa do meu lado!? Não dá pra receber as atualizações por email, não dá pra ser integrado a nada, parece não possuir um arquivo, sendo assim a cada período o fórum é deletado, não tem nem a metade das funções do Google Groups, e pode ser chamado de fórum apenas se você levar em conta o que era um fórum do início da década de 90, os estudos para mudança de design que tiveram desde o século passado pra cá já transformaram o fórum em outra coisa, numa ferramenta muito mais poderosa, num Google Groups.

Pense comigo, se uma empresa milionária chegasse pra você e falasse que ela iria fazer um trabalho pra você totalmente de graça e melhor, você diria não?!

Apesar de eu estar certo, sei que isto só acontecerá (se acontecer) daqui a muiiiiiiiiiiiiiiito tempo, porque todo mundo é concursado, porque apesar de se a UFV fizessse isso ela seria uma das melhores do planeta está satisfeita com a posição de terceira melhor do Brasil (país que teve seu primeiro presidente eleito pelo povo a pouco mais de 10 anos), porque quem fez o PVANet e quem trabalha nele já deu a intender que não larga o osso por nada, e porque a professora que pediu minha ajuda deixou isto tudo bem claro logo que falei com ela a respeito.

Então fui pra casa e voltei depois de uns dias com a solução: queria que todos os trabalhos que fossem feitos pelos meus colegas fossem entregues a mim depois da correção e apresentação é claro. Destes trabalhos eu escolheria alguns pra inserir aqui no blog e o melhor trabalho ganharia uma grana pra ser destribuída entre o grupo, estava disposto a premiar com até 200 reais o melhor trabalho. Foi aí que ouvi outro não, minha professora me explicou que era um pouco complicado ela estimular este tipo de coisa em sala de aula porque envolve dinheiro, e ela está certa. Se ela fizesse isso provavelmente receberia represálias de algum superior, por isso guardei a idéia pra mim e vou colcá-la em prática, se não na UFV em outra faculdade, talvez numa particular isto seria mais bem aceito.

Mesmo sendo compicado implementar isto de cara numa Universidade Federal eu vou tentar, pra isto terei de conversar com os superiores da minha professora, mas não posso chegar lá pedindo pra patrocinar trabalhos com um blog de nome DiegoLopes, por isto estes dias estive investindo mais ainda em parcerias, novos servidores, e vou até mudar o nome do blog. Vai se chamar CulturaLivre.com, pra isto terei de desembolsar 299 dólares, pois este domínio já tem dono e este é o preço, pois eu pagarei e honrarei os leitores do blog com minha proposta de fazer alguma coisa diferente, se não aqui na UFV em outro lugar.

Porque insistir nesta ideia? Porque ela é perfeita. Vários bons alunos não se dedicam por não ver resultado naquilo, sendo patrocinados o resultado seria imediato. Também é um pouco desconcertante estar subordinado a apenas uma pessoa (no caso o professor) sendo que as vezes você tem muito mais a falar do que ele, neste sistema o poder estaria destribuído entre todos e apenas o poder de moderação nas mãos do professor e não o conhecimento como um todo, e muito menos teríamos o problema de alguns professores metidos acharem que são melhores que os alunos, que também são pessoas e tem conhecimentos, pois com este sistema de patrocínio os alunos poderiam chegar a ganhar até mais que seus mestres.

Com o tempo os alunos teriam seus próprios blogs e procurariam patrocínio por eles mesmos, e até mesmo o professor ganharia dinheiro. Tendo uma boa relação com os patrocinadores e abraçando a idéia tenho certeza que os professores também seriam chamados a escrever, disponibilizar seus trabalhos na web e a executar alguns trabalhos mais específicos pros patrocinadores.

ALIADA A NOVA ONDA DE CURSOS TECNOLÓGICOS A ESTA IDEIA, ACONTECERÁ A REAPROXIMAÇÃO DAS UNIVERSIDADES COM AS EMPRESAS. ESPERO CONTRIBUIR PRA ISSO E AO MESMO TEMPO GANHAR UMA BOA GRANA AJUDANDO O MUNDO, O NOME DISSO É CULTURA LIVRE!

Gostaria de agradecer a professora Simone, que me dá aulas de contabilidade e também é a coordenadora do curso de Contabilidade da UFV, por ter feito a pergunta de como ela poderia usar a internet para melhorar o ensino e parabenizá-la pelo pioneirismo, grande abraço!

Adam Smith o pai do liberalismo econômico. Autor de “A riqueza das nações”

O post anterior a este foi um trabalho para o curso de ADM na UFV no qual falei um pouco sobre Adam Smith, o que veio depois dele e suas contribuições no Brasil. Mas meu grupo achou que não daria tempo pra falar aquilo tudo e me disse para fazer apenas um slideshow mais sintetizado e mais focado na figura do Adam Smith, e acabou que também ficou realmente bons. Por isso decidi publicar aqui no blog também, gostaria de agradecer a todos que tornaram este trabalho possível, espero que gostem! T+ Galera!

A Europa viu nascer no início do século XVIII, depois de mais de dois séculos sob forte influência das idéias e práticas mercantilistas, que podem ser genericamente sintetizadas pelo binômio absolutismo político + intervencionismo econômico, um movimento filosófico-cultural que exerceu enorme influência em todo o continente, o Iluminismo, que tinha por principais proposições a defesa da liberdade em todas as suas dimensões (liberalismo), o reconhecimento dos valores e dos direitos individuais (individualismo) e a crença na supremacia da razão (racionalismo).

Embora as idéias iluministas tenham exercido influência em toda a Europa, ela foi mais marcante na França e na Escócia, que, por coincidência ou não, tornaram-se os berços das duas escolas de pensamento econômico surgidas na segunda metade do século, a escola fisiocrata e a escola clássica, respectivamente.

Nascido em 1723 em Kirkcaldy, uma pequena cidade portuária da Escócia, Adam Smith pode ser considerado um produto desse contexto histórico. Seu pai, também chamado Adam, era advogado de formação, e chegou a ocupar postos de certa importância na administração escocesa, e sua mãe, Margareth Douglas Smith, descendia de proprietários de terras do condado de Fife. Smith, após concluir os estudos secundários em Kirkcaldy, ingressou na Universidade de Glasgow. Aceitou uma bolsa para prosseguir seus estudos no Balliol College, em Oxford.Depois de alguns anos sem emprego fixo, inicia sua carreira de professor ministrando diversas conferências avulsas em Edimburgo e posteriormente, assumiu a cadeira de Filosofia Moral, além de outros trabalhos, todos oferecendo-lhe oportunidades de conhecer grandes pensadores como David Hume. Adoeceu e veio a falecer em 17 de julho de 1790, em Edimburgo, aos 66 anos de idade.

Liberalismo Econômico

Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove. Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo. (“Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro IV, capítulo 2”)

O liberalismo econômico tem em Adam Smith sua principal figura. Para ele, ao contrário dos mercantilistas, não havia necessidade de o Estado intervir na economia, pois ela era guiada por uma “mão invisível”, isto é, pelas leis naturais do mercado. Essas leis eram a livre concorrência e a competição entre os produtores as quais determinavam o preço das mercadorias e eliminavam os fracos e os ineficientes. Dizia que os agentes econômicos são movidos por impulsos de ganância e ambição próprios, o que impulsionaria o crescimento e desenvolvimento econômico, favorecendo toda a sociedade, promovendo uma evolução generalizada. Assim, o próprio mercado regulamentava a economia, trazendo a harmonia social, sem a necessidade da intervenção da autoridade pública.

Em seu livro, A. Smith defendeu as leis de mercado, o fim das restrições às importações e dos gastos governamentais improdutivos. 0 Estado deveria intervir somente para coibir os monopólios que impediam a livre circulação das mercadorias. As funções do Estado seriam garantir a lei, a segurança e a propriedade, além de proteger a saúde e incentivar a educação.

Mas o liberalismo econômico só é possível dentro de um quadro de boa administração das empresa que estão em circulação, pois sem o planejamento correto e a eficiência no cumprimento das obrigações, as leis naturais do mercado acabam se desajustando, fazendo necessário a intervenção estatal. Podendo utilizar-se das idéias de Smith para um melhor planejamento por parte do administrador, tendo em vista o funcionamento do mercado, para que sua produção e faturamento não descontrolem.

Divisão do trabalho

Dentro da administração, devem-se levar em consideração cinco funções administrativas. Todas seguem na mesma lógica das idéia de Smith já escritas há III séculos. A primeira dessas funções é o Planejamento, seguido diretamente pela Organização. Funções muito reforçadas e faladas por ele, podendo ser observadas em seu exemplo utilizado para traduzir sua tese do princípio da divisão do trabalho, escrita em uma época em que tal feito era ainda incipiente e provocava sérias dúvidas em pessoas ou famílias que tinham o costume de se envolver, direta ou indiretamente, na produção de quase todos os bens e serviços de que precisavam se utilizar. Adam Smith utilizou os primeiros capítulos de seu livro, “Riqueza das Nações”, para convencer a todos das vantagens da divisão do trabalho feita pelo administrador durante seu planejamento, fazendo tal divisão visando os objetivos da empresa e especificando a melhor forma para alcançá-lo por meio de um plano de ações levando-se em conta a organização, coordenando todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma para possibilitar a divisão das tarefas. Foi com esse objetivo que fez uso do famoso exemplo da fábrica de alfinetes:

“Um operário não treinado para essa atividade (que a divisão do trabalho transformou em uma indústria específica) nem familiarizado com a utilização das máquinas ali empregadas (cuja invenção provavelmente também se deveu à mesma divisão do trabalho), dificilmente poderia talvez fabricar um único alfinete em um dia, empenhando o máximo de trabalho; de qualquer forma, certamente não conseguirá fabricar vinte.

Entretanto, da forma como essa atividade é hoje executada, não somente o trabalho todo constitui uma indústria específica, mas ele está dividido em uma série de setores, dos quais, por sua vez, a maior parte também constitui provavelmente um ofício especial. Um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; montar a cabeça já é uma atividade diferente, e alvejar os alfinetes é outra; a própria embalagem dos alfinetes também constitui uma atividade independente.” Podendo observar que a especialização do trabalhador, tem como conseqüências a economia de tempo e dinheiro.

A terceira função é o Comando, fazendo com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos. Hierarquia também claramente encaixada na idéia da divisão do trabalho de Smith, sendo separada a função de comando da de obediência, tendo sempre em vista na primeira a Coordenação e o Controle, as duas últimas funções do administrador.

Bibliografia:

Livro Mauá, o Empresário do Império
Livro 1888, “A vinda da Família Real para o Brasil”
Site Youtube e colaboradores
Site SlideShare e colaboradores
http://www.portaldaadministracao.org/tag/adam+smith
http://engenharia.alol.com.br/forum/attachments/tga/InfluenciasHistoricasAdm.pdf
http://admcontemporanea.blogspot.com/2008/05/influncia-dos-economistas-liberais.html
http://www.portaldaadministracao.org/tag/2/divis%C3%A3o+do+trabalho
Riqueza das Nações; Smith, A.

Barão de Mauá, as leis de mercado e Adam Smith

Barão de Mauá e a administração
Barão de Mauá e a administração

Adam Smith foi um liberal que defendia a não intervenção do Estado na economia. Dizia existir uma “mão invisível” regulamentadora  do mercado. Ela seria originária das próprias necessidades e convicções humanas.

Defendia, que o Governo deveria assegurar que esta “mão invisível” agisse livremente, protegendo o mercado de intervenções, monopólios e falcatruas. E voltasse sua administração para as questões relativas à educação, segurança e saúde.

Outra tese, defendida no livro “A Riqueza das Nações”, é a Divisão do Trabalho. Para explicá-la ele ilustrava com uma fábrica de alfinetes, em que a produção seria feita com mais rapidez e menores custos se houvesse a Divisão do Trabalho. Pois o operário ficaria mais ágil na execução do ato e não perderia tempo ao mudar de uma tarefa para outra.

O vídeo mostra como a idéia da Divisão do Trabalho foi aplicada, defendida e melhorada por Taylor:

httpv://www.youtube.com/watch?v=JZq9a_r4C3M

Mas para que serve estudar Adam Smith se não analisar o que veio depois ?

A  Teoria Liberal de Adam Smith convenceu. Mas os governos que a praticaram, o fizeram em parte. Legalizaram e/ou incentivaram a livre concorrência dentro de seus países, mas continuaram subsidiando seus produtos no comércio internacional. Algum dia as idéias de Adam Smith serão colocadas em prática, integralmente? Há um longo caminho a ser percorrido e novas opções a serem avaliadas. Faz-se necessário interrogar que influência pode ter, sobre esta Teoria, as  tecnologias de hoje.

Enfim, depois que a Teoria do Liberalismo Econômico de Adam Smith fez sucesso por muito tempo, surgiu o Neo Liberalismo e os seus defensores. A Tese do Neo Liberalismo defende a idéia de que o Estado não deve intervir na economia mas, deve também minimizar a sua intervenção no setores sociais. Esta Tese, ao nosso ver, defende a privatização dos serviços públicos, deixando, os mesmos, de ser obrigação do Estado, como manda a Constituição Federal, no Brasil. Os Neo Liberais acreditam que, no Estado Mínimo, as empresas privadas devem se encarregar dos serviços essenciais como saúde, segurança, previdência, educação. No periodo Neo Liberal, do Brasil, quase todas as empresas estatais foram privatizadas, depois de, na “onda liberal”, ter sido feito pelos países desenvolvidos. O Brasil chegou atrasado outra vez!

Hoje, com esta crise gerada pela especulação imobiliária nos Estados Unidos, a tese Neo Liberal está perdendo força. Os opositores dela, dizem que foi justamente pela não intervenção do Governo, ou seja, o excesso de liberalismo é que  provocou a crise. E, com isto, a Teoria Liberal de Adam Smith readiquiriu a sua força.

Abaixo está um Slideshow que, ao nosso ver, ilustra perfeitamente o texto:

Sabemos, agora, o que veio depois de Adam Smith. Mas qual a  influencia disso no Brasil? Para esta análise sugerimos a leitura  da história, abaixo, sobre dois famosos personagens que exemplificam bem o embate das “idéias” conservadoras com as liberais.

Em princípios de 1800, nasceu, nos pampas gaúchos, um garoto que foi batizado como Irineu Evangelista de Souza. Naquela época sul do Brasil vivia em guerra com tudo e com todos, principalmente com os espanhóis, e nos pampas gaúchos principalmente. Lá o Estado estava ausente. Por isso o roubo e o tráfico de tabaco, bebida e gado era atividade comum. E foi tentando defender o gado da família que o pai de Irineu morreu, ele tinha apenas 5 anos.

Sua mãe se casou novamente.  O novo marido não quis filhos de outro homem em casa, sua mãe não teve escolha, mandou-o para o Rio de Janeiro para trabalhar no comércio, Irineu tinha 9 anos. Sua mãe havia lhe ensinado matemática e por isto ele logo se diferenciou dos outros empregados. Em pouco tempo já era o homem de confiança do patrão.

Ali tudo se comerciava, inclusive escravos, que gerava o maior lucro da “mercearia”. Com a proibição do tráfico, a “mercearia” entrou em falência e Irineu agiu para salvar o que pudesse. Em um dos negócios que fez para liquidar bem a mercearia do patrão e salvá-lo da ruína, se ofereceu como ativo ao credor da “mercearia” e conseguiu salvar uma grande fazenda de café, do patrão.

Assim, Irineu passou a trabalhar para o escocês: Carruthers. Percebeu que a mercearia do antigo patrão, que tanto admirava, era um caos frente às técnicas que aprendeu com o escocês. Balanço Patrimonial era brincadeira de criança perto das tantas conversões de câmbio que tinha que fazer a cada venda. Acabou aprendendo a trabalhar com a Libra como ninguém. A partir daí o mundo ficou pequeno. Naquela época não existiam faculdades de administração. O candidato, para se tornar apto a exercer a função tinha que trabalhar para outro administrador até que este definisse que ele já estava pronto. No caso de Irineu isto ocorreu quando seu novo patrão decidiu se aposentar e ir para a Escócia. Voltou para seu país e deixou a “mercearia” para Irineu administrar, tornando-o seu sócio.

Irineu administrou tão bem e ganhou tanto dinheiro que ficou rico. Fundou o primeiro Estaleiro do Brasil. Nele, passou a fabricar, também, peças para seus outros empreendimentos. Entre eles a primeira linha férrea do Brasil. Depois a segunda e a terceira. O primeiro banco brasileiro. E, por imposição do governo, que temia a apropriação do território pelos americanos, fundou a primeira empresa de navegação do rio Amazonas.

Irineu era um Liberal assim como Adam Smith, mas tinha suas próprias teorias. A principal é que a riqueza de um país não é medida pelo tanto de ouro que este detém, mas sim pela diferença entre as exportações e importações.

Vejamos o segundo personagem: Dom Pedro II. – Sua avó, a Rainha Louca, negligenciou a doença do filho, que vinha sendo preparado para assumir o Trono, resultando na morte deste. Assim, Dom João VI, que queria ser padre, tornou-se o herdeiro do Trono, sem preparo e sem a mínima vocação. Quando Napoleão  invadiu Portugal ele fugiu para o Brasil. Depois de quinze anos decidiu voltar e deixou seu filho de apenas 12 anos no país para poder governar quando atingisse a maioridade. Nesse período o Brasil foi governado por pelo tutor. Quando Dom Pedro fez 14 anos, foi emancipado e feito Príncipe Regente.

No início foi um príncipe regente tímido, não promoveu mudanças, mas depois rompeu com Portugal, decretou a  independência e pôs-se a dar ordens.

Se achava um intelectual e era rodeado de “puxa-sacos”, em sua maioria os conservadores da época. Que não estavam nada satisfeitos com o fim do tráfico de escravos. O tráfico proporcionava a eles um investimento pequeno e altos retornos, como ainda não existia bancos eles repassavam estes escravos em troca de créditos absurdos (eram como os investidores na poupança, na década de oitenta, só o dinheiro trabalhava).  – O Brasil de 1800 era um lugar onde o trabalho era visto com preconceito: “coisa de escravo fazer”.

Por isso quando Mauá fundou o Banco do Brasil e fez os juros ficarem muito baixos, os conservadores começaram a inventar teorias de que uma pessoa física não poderia ser dona de um banco. Dom Pedro II vendo que teria apoio total da câmara resolveu estatizar o banco e elevar os juros, com isso ele seria “dono” de um banco e seus amigos correntistas ficariam satisfeitos.

Mesmo tendo perdido um banco que  sustentava seus investimentos no Brasil Mauá não se deu por vencido. Decidiu abrir outro banco. Os conservadores logo aprovaram uma lei que proibia fundar empresa dividida em ações, pois pretendiam impedir o funcionamento do novo banco de Mauá. Ainda assim ele chamou dois sócios e fundou o banco. Era um banco modesto, mas que fazia conversões de câmbio em libra, e representava ótimos preços neste setor, coisa que antes só era possível na Inglaterra, o Banco do Brasil não fazia este trabalho.

O sucesso do novo banco, fez de Mauá objeto de ódio dos conservadores, que passaram a atacá-lo dos mais diversos modos. Continuou lutando contra os conservadores enquanto pôde. Até sofrer a rasteira definitiva, do governo, que atingiu até a sua saúde, tomaram-lhe o direito de comerciar e administrar.

A partir daí Mauá ficou deprimido e doente, mas lutou até  readiquirir os seus direitos. Faleceu aos 76 anos, e apesar de perder as suas empresas ainda era, como pessoa física, o homem mais rico do Brasil.

Grandes feitos de Mauá:

  • Combateu a escravidão e inventou novas formas de realizar trabalho sem mão de obra escrava.
  • Primeira indústria brasileira.
  • Todas as ferrovias da época foram iniciadas por ele.
  • Evitou que os EUA tentassem se apropriar da Amazônia, fundando uma empresa de navegação no Rio Amazonas.
  • Primeiro brasileiro a lançar ações no exterior.
  • Fundou o Banco do Brasil.
  • Implantou a iluminação a gás no Rio de Janeiro.

Assistam a este outro Slideshow que, também ilustra perfeitamente os fatos:

Para saber mais sobre esta importante figura histórica leia o livro “Mauá, o empresário do Império”.

Vídeo Aulas de Contabilidade Básica, para concursos

Olá pessoal, seguindo a política do blog de estar sempre fazendo uma seleção das melhores vídeo aulas da web e disponibilizando aqui no blog, aí vai mais uma. Desta vez eu fiz uma seleção de vídeo aulas do youtube e abri uma playlist, e consegui algumas outras para download. Tudo de graça para meus leitores. Obs.: Todas são boas, mas as que estão disponíveis para download são as melhores, portanto a mais indicada para quem tem pouco tempo para estudar.

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Vídeo Aulas de Contabilidade para Download

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