Como evitar que o servidor caia ao usar o WordPress

Cuidado, não contrate a Locaweb
Cuidado, não contrate a Locaweb

Meu site está hospedado na Locaweb, e apesar de eles nem me darem uma satisfação válida quando meu site fica fora do ar um tempo, eles se sentem no direito de me enviar um email falando que se eu não der um jeito de fazer meu site ficar mais leve eles o tirariam definitivamente do ar. Então tive que ir a caça do que estava deixando meu site mais lento e cheguei a algumas conclusões.

O Plugin que de longe é o que mais sobrecarregava o site era o WP-Options-Manager. Este plugin serve para procurar entradas no banco de dados da tabela options que não são mais usadas, e possui uma opção de fazer isto automaticamente, e era isto que ferrava o trem todo, por isso se for instalar este plugin deixe esta opção desmarcada. Fora isso é um plugin muito útil para evitar “sujeira” no banco de dados.

Outro plugin que parecia estar sobrecarregando o banco de dados era o Skloogs MegaSena. Este serve para mostrar os resultados da megasena e calcular probabilidades dos números que mais saem. É bom para gerar uma audiência pro site em relação a este ssunto, porém não compensa o peso no banco de dados. Contactei o autor do plugin sobre isso mas ainda não obtive resposta.

Outra coisa que descobri também é que um plugin de cache é uma coisa muito importante quando um site tem muitas visitas. Ele podeaté mesmo aliviar o peso de outros plugins por manter algumas informações já em cache, evitando assim que seja feita consultas sem necessidade ao banco de dados. O que tenho usado é o WP Super Cache, que é o mais famoso. Porém há pessoas que falam que o 1BlogCacher é melhor, mas pelo WP Super Cache ser mais famoso estar sendo constantemente atualizado decidi experimentá-lo primeiro.

Gostaria de agradecer ao site PortoFácil pela minha principal fonte de pesquisa sobre o assunto, eis o linke: Plugins WordPress a serem evitados.

A conclusão a que cheguei com esta pesquisa foi ficar mais cauteloso quanto a plugins que executam funções automaticas no banco de dados, e tomar mais cuidado com os que buscam informações em banco de dados externos como o Skloogs fazia. Acho que se o Skloogs trouxesse menos informações de cada vez do banco de dados aliviaria um pouco o sistema, sugiro usar Ajax pra isso.

É isso aí pessoal, espero que tenha ajudado. Um grande abraço a todos!

Vídeos engraçadíssimos, do Blog Buzz.com.br, no Youtube

Blog Buzz.com.br
Blog Buzz.com.br

Pra quem não conhece, o blog humorístico Buzz é um dos melhores da internet brasileira. Inserido no portal Globo.com conta com uma equipe muita boa e bastante experiente. Confira os vídeo enviados por eles ao Youtube.

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Muito Além do Cidadão Kane, veja o envolvimento da Globo com a Ditadura

Muito Além do Cidadão Kane
Muito Além do Cidadão Kane

Tem um filme muito bacana interpretado e dirigido por Orson Welles, Cidadão Kane, que é inspirado na vida de um antigo milionário dono de um dos maiores impérios jornalísticos da história. Publicamente Orson Welles nega o fato de seu premiado filme (recebeu um oscar de melhor roteiro na época) ser baseado na vida de homem tão poderoso, pois isto podia lhe trazer prejuízos, porque o filme retratava o milionário sendo “um pouco” arrogante. Porém a mentira não colou e a carreira de Orson parece ter acabado ali mesmo. Nunca mais conseguiu fazer outro filme tão bom e que desse tanta repercussão. Parece que em função disso entrou em depressão e ficou bastante gordo, tinha que andar até de cadeira de rodas, e olha que antes ele era um galã hein! Aí vai uma prezinha, no youtube achei somente o thrailer… mas vcs podem baixar o torrent dele neste linke e a legenda neste.

Thrailer do Cidadão Kane

httpv://www.youtube.com/watch?v=kuIycjqNaOE

Pequeno trecho do documentário “Battle Over Citizen Kane – Batalha por trás do Cidadão Kane”, legendado.

httpv://www.youtube.com/watch?v=fdG8fd2vNjI

Então… tem um documentário que é baseado no filme Cidadão Kane mas que ao invés de mostrar a vida de um poderoso dono de um grande conglomerdado jornalístico nos EUA mostra a vida de um poderoso dono de um grande conglomerado jornalístico no Brasil, isso mesmo, dele, do grande Roberto Marinho! E também conta um pouco de como a Globo começou, sua ligação com a ditadura, com a Editora Abril na época e algumas coisas dos donos da extinta Manchete, SBT e eu acho que sobre a Band também. O senhor Sílvio Santos também deve ter feito algumas coisas pra abafar este documentário visto que nele conta até de uma mulher que morreu de ansiedade porque o Sívio só deixou ela ver a filha um mês depois de ter descoberto que a mesma existia no programa Porta da Esperança que tinha antigamente. Imaginem só, você tem uma filha sumida, o Sílvio acha, mas para manter e ganhar audiência te proíbe de vê-la até completar um mês para enrolar o telespectador e manter sua lealdade. Resultado: a velha morreu uma semana antes de ver a filha! Então aí vai o grande, o único, o extraordinário:

Filme “Muito Além do Cidadão Kane” dividido em quatro partes. Obs.: A qualidade está meio ruim pq é um filme raro e antigo de 1993.

httpv://www.youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ&feature=PlayList&p=4DC3866E1D90D78C&playnext=1&playnext_from=PL&index=61

Geração Y no Brasil e no mundo, um desafio aos administradores

Geração Y
Geração Y

A partir de hoje sempre que sair alguma matéria interessante no site Diário de Guarulhos, e que eu considerar ser de interesse da minha audiência, a estarei postando aqui no blog. Gostaria de informar que tenho prévia autorização pra fazer isto em vista de que meu tio é o dono 😉

Grande abraço a todos os meus leitores e obrigado ao Alexandre (meu tio), por ter cedido autorização!

Para quem não sabe, a Geração Y é a que tem hoje entre 18 e 30 anos e que é chamada por aí também de geração digital. Desde cedo dominam aparelhos eletrônicos, cresceram usando a Internet e vivem em ritmo acelerado, sendo capazes de realizar n tarefas ao mesmo tempo. Aprendem de forma contínua e querem estar conectados com o mundo, também no trabalho e não apenas em casa. Contrastam com as gerações anteriores, Geração X (nascidos entre 1961 e fins dos anos 80) e baby boomers (nascidos entre 1946 e início dos anos 60), que viveram adolescência e grande parte da vida profissional (os baby boomers) sem quase nenhum acesso às tecnologias digitais e a Internet.
META Turma do iPod quer trabalhar, mas não admite que trabalho seja tudo em suas vidas

O que se vê hoje é muita discussão acerca dessa geração. O que mais se leva em conta é a posição das empresas em relação a Geração Y. Hoje, as empresas são gerenciadas pelos baby boomers e logo pela Geração X, que atualmente gerencia a Geração Y. O grande desafio, sem dúvida, é conseguir engajar os jovens da Geração Y sem entrar em conflito com as regras das companhia e com as outras gerações. E isso envolve vários aspectos que podem fazer a diferença, como por exemplo comunicação interna e RH. A Geração X, que hoje atua nas organizações, é capaz de gerar resultados por meio de processos estabelecidos, regras claras, usando experiência profissional e de vida. A Geração Y chega trazendo respostas rápidas, utilizando recursos de informática com excelência e sendo capaz de criar novas soluções. A grande questão é a quebra de paradigmas, pois a Geração Y é diferente das duas gerações anteriores, que têm como característica a aceitação das regras da empresa e a lealdade à organização a qual pertencem. Além disso, a Geração Y cresceu dentro de constante feedback e reconhecimento dos professores, pais e orientadores e podem se ressentir e se sentirem perdidos se a comunicação com os patrões não for regular.

As empresas sabem que precisam administrar bem essa situação e que a Geração Y é a futura sobrevivência da mesma. Cada uma precisa encontrar soluções para maximizar os talentos de cada geração sem resultar em conflitos, aproveitando o que cada uma tem de melhor. Cada líder precisa repensar a sua forma de gerenciar as pessoas. A Geração X precisa ter paciência e precisa entender sem julgar o comportamento e as atitudes da Geração Y. Se essa geração adora desafios, mas não se concentra em atividades de longo prazo, uma solução pode ser quebrar a tarefa em vários projetos com prazos e metas predeterminados. Assim, o jovem dará o melhor de si para superar o objetivo proposto. Algo que pode ser feito também é criar um plano de carreira claro para esses jovens, de modo que estes entendam onde vão chegar e quanto tempo levarão para isso.

As organizações precisarão se flexibilizar, mas são os gestores que farão a grande diferença. Saber administrar as diferenças, sem desvalorizar as outras gerações e nem desprezar o potencial criador e renovador da Geração Y será de grande valia. Os gestores podem contar com os profissionais de Recursos Humanos que poderão contribuir muito, a partir de ferramentas que facilitem a integração entre as gerações, pois dialógos e feedbacks serão importantíssimos. O desafio está aí e agora é correr atrás.

Mariana Rodrigues

Vídeo aulas de Literatura para Vestibular e Concursos. Grátis!

Olá assinantes, como havia prometido mais vídeo aulas aqui no blog! Peço que enviem a amigos que estejam precisando. Mais vídeo aulas logo abaixo em POSTS RELACIONADOS. Obrigado!

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Feliz dia das Mães!

Primeiramente gostaria de desejar um grande feliz dia das Mães pra minha! E dar-lhe de presente um vídeo que fiz em nome de toda a família, você merece mãe! Um grande beijo, te amamos!

E para quem quiser fazer um vídeo como este o site é animoto.com. Os vídeos com 30 segundos de duração são gratuitos, mais que isso por 3 dólares. Funciona assim: você envia as imagens, o áudio e insere a legenda se quiser, o site conta, também, com uma biblioteca de imagens e áudio, mas aconselho usar as suas pois a biblioteca é um pouco reduzida. O site é auto instrutivo, você não terá problema de navegar por ele.

Um grande abraço a você, leitor, e pra sua mãe também!

Vídeo Aulas de Física pro Vestibular e Concursos, tudo de graça

É com muio prazer que disponibilizo aqui no blog mais uma excelente vídeo aula para você estudar em casa ou mesmo passar pros seus alunos. Eu passei no vestibular apenas estudando por vídeo aulas, você também consegue! Aproveite!

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Adam Smith o pai do liberalismo econômico. Autor de “A riqueza das nações”

O post anterior a este foi um trabalho para o curso de ADM na UFV no qual falei um pouco sobre Adam Smith, o que veio depois dele e suas contribuições no Brasil. Mas meu grupo achou que não daria tempo pra falar aquilo tudo e me disse para fazer apenas um slideshow mais sintetizado e mais focado na figura do Adam Smith, e acabou que também ficou realmente bons. Por isso decidi publicar aqui no blog também, gostaria de agradecer a todos que tornaram este trabalho possível, espero que gostem! T+ Galera!

A Europa viu nascer no início do século XVIII, depois de mais de dois séculos sob forte influência das idéias e práticas mercantilistas, que podem ser genericamente sintetizadas pelo binômio absolutismo político + intervencionismo econômico, um movimento filosófico-cultural que exerceu enorme influência em todo o continente, o Iluminismo, que tinha por principais proposições a defesa da liberdade em todas as suas dimensões (liberalismo), o reconhecimento dos valores e dos direitos individuais (individualismo) e a crença na supremacia da razão (racionalismo).

Embora as idéias iluministas tenham exercido influência em toda a Europa, ela foi mais marcante na França e na Escócia, que, por coincidência ou não, tornaram-se os berços das duas escolas de pensamento econômico surgidas na segunda metade do século, a escola fisiocrata e a escola clássica, respectivamente.

Nascido em 1723 em Kirkcaldy, uma pequena cidade portuária da Escócia, Adam Smith pode ser considerado um produto desse contexto histórico. Seu pai, também chamado Adam, era advogado de formação, e chegou a ocupar postos de certa importância na administração escocesa, e sua mãe, Margareth Douglas Smith, descendia de proprietários de terras do condado de Fife. Smith, após concluir os estudos secundários em Kirkcaldy, ingressou na Universidade de Glasgow. Aceitou uma bolsa para prosseguir seus estudos no Balliol College, em Oxford.Depois de alguns anos sem emprego fixo, inicia sua carreira de professor ministrando diversas conferências avulsas em Edimburgo e posteriormente, assumiu a cadeira de Filosofia Moral, além de outros trabalhos, todos oferecendo-lhe oportunidades de conhecer grandes pensadores como David Hume. Adoeceu e veio a falecer em 17 de julho de 1790, em Edimburgo, aos 66 anos de idade.

Liberalismo Econômico

Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove. Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo. (“Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro IV, capítulo 2”)

O liberalismo econômico tem em Adam Smith sua principal figura. Para ele, ao contrário dos mercantilistas, não havia necessidade de o Estado intervir na economia, pois ela era guiada por uma “mão invisível”, isto é, pelas leis naturais do mercado. Essas leis eram a livre concorrência e a competição entre os produtores as quais determinavam o preço das mercadorias e eliminavam os fracos e os ineficientes. Dizia que os agentes econômicos são movidos por impulsos de ganância e ambição próprios, o que impulsionaria o crescimento e desenvolvimento econômico, favorecendo toda a sociedade, promovendo uma evolução generalizada. Assim, o próprio mercado regulamentava a economia, trazendo a harmonia social, sem a necessidade da intervenção da autoridade pública.

Em seu livro, A. Smith defendeu as leis de mercado, o fim das restrições às importações e dos gastos governamentais improdutivos. 0 Estado deveria intervir somente para coibir os monopólios que impediam a livre circulação das mercadorias. As funções do Estado seriam garantir a lei, a segurança e a propriedade, além de proteger a saúde e incentivar a educação.

Mas o liberalismo econômico só é possível dentro de um quadro de boa administração das empresa que estão em circulação, pois sem o planejamento correto e a eficiência no cumprimento das obrigações, as leis naturais do mercado acabam se desajustando, fazendo necessário a intervenção estatal. Podendo utilizar-se das idéias de Smith para um melhor planejamento por parte do administrador, tendo em vista o funcionamento do mercado, para que sua produção e faturamento não descontrolem.

Divisão do trabalho

Dentro da administração, devem-se levar em consideração cinco funções administrativas. Todas seguem na mesma lógica das idéia de Smith já escritas há III séculos. A primeira dessas funções é o Planejamento, seguido diretamente pela Organização. Funções muito reforçadas e faladas por ele, podendo ser observadas em seu exemplo utilizado para traduzir sua tese do princípio da divisão do trabalho, escrita em uma época em que tal feito era ainda incipiente e provocava sérias dúvidas em pessoas ou famílias que tinham o costume de se envolver, direta ou indiretamente, na produção de quase todos os bens e serviços de que precisavam se utilizar. Adam Smith utilizou os primeiros capítulos de seu livro, “Riqueza das Nações”, para convencer a todos das vantagens da divisão do trabalho feita pelo administrador durante seu planejamento, fazendo tal divisão visando os objetivos da empresa e especificando a melhor forma para alcançá-lo por meio de um plano de ações levando-se em conta a organização, coordenando todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma para possibilitar a divisão das tarefas. Foi com esse objetivo que fez uso do famoso exemplo da fábrica de alfinetes:

“Um operário não treinado para essa atividade (que a divisão do trabalho transformou em uma indústria específica) nem familiarizado com a utilização das máquinas ali empregadas (cuja invenção provavelmente também se deveu à mesma divisão do trabalho), dificilmente poderia talvez fabricar um único alfinete em um dia, empenhando o máximo de trabalho; de qualquer forma, certamente não conseguirá fabricar vinte.

Entretanto, da forma como essa atividade é hoje executada, não somente o trabalho todo constitui uma indústria específica, mas ele está dividido em uma série de setores, dos quais, por sua vez, a maior parte também constitui provavelmente um ofício especial. Um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; montar a cabeça já é uma atividade diferente, e alvejar os alfinetes é outra; a própria embalagem dos alfinetes também constitui uma atividade independente.” Podendo observar que a especialização do trabalhador, tem como conseqüências a economia de tempo e dinheiro.

A terceira função é o Comando, fazendo com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos. Hierarquia também claramente encaixada na idéia da divisão do trabalho de Smith, sendo separada a função de comando da de obediência, tendo sempre em vista na primeira a Coordenação e o Controle, as duas últimas funções do administrador.

Bibliografia:

Livro Mauá, o Empresário do Império
Livro 1888, “A vinda da Família Real para o Brasil”
Site Youtube e colaboradores
Site SlideShare e colaboradores
http://www.portaldaadministracao.org/tag/adam+smith
http://engenharia.alol.com.br/forum/attachments/tga/InfluenciasHistoricasAdm.pdf
http://admcontemporanea.blogspot.com/2008/05/influncia-dos-economistas-liberais.html
http://www.portaldaadministracao.org/tag/2/divis%C3%A3o+do+trabalho
Riqueza das Nações; Smith, A.

Barão de Mauá, as leis de mercado e Adam Smith

Barão de Mauá e a administração
Barão de Mauá e a administração

Adam Smith foi um liberal que defendia a não intervenção do Estado na economia. Dizia existir uma “mão invisível” regulamentadora  do mercado. Ela seria originária das próprias necessidades e convicções humanas.

Defendia, que o Governo deveria assegurar que esta “mão invisível” agisse livremente, protegendo o mercado de intervenções, monopólios e falcatruas. E voltasse sua administração para as questões relativas à educação, segurança e saúde.

Outra tese, defendida no livro “A Riqueza das Nações”, é a Divisão do Trabalho. Para explicá-la ele ilustrava com uma fábrica de alfinetes, em que a produção seria feita com mais rapidez e menores custos se houvesse a Divisão do Trabalho. Pois o operário ficaria mais ágil na execução do ato e não perderia tempo ao mudar de uma tarefa para outra.

O vídeo mostra como a idéia da Divisão do Trabalho foi aplicada, defendida e melhorada por Taylor:

httpv://www.youtube.com/watch?v=JZq9a_r4C3M

Mas para que serve estudar Adam Smith se não analisar o que veio depois ?

A  Teoria Liberal de Adam Smith convenceu. Mas os governos que a praticaram, o fizeram em parte. Legalizaram e/ou incentivaram a livre concorrência dentro de seus países, mas continuaram subsidiando seus produtos no comércio internacional. Algum dia as idéias de Adam Smith serão colocadas em prática, integralmente? Há um longo caminho a ser percorrido e novas opções a serem avaliadas. Faz-se necessário interrogar que influência pode ter, sobre esta Teoria, as  tecnologias de hoje.

Enfim, depois que a Teoria do Liberalismo Econômico de Adam Smith fez sucesso por muito tempo, surgiu o Neo Liberalismo e os seus defensores. A Tese do Neo Liberalismo defende a idéia de que o Estado não deve intervir na economia mas, deve também minimizar a sua intervenção no setores sociais. Esta Tese, ao nosso ver, defende a privatização dos serviços públicos, deixando, os mesmos, de ser obrigação do Estado, como manda a Constituição Federal, no Brasil. Os Neo Liberais acreditam que, no Estado Mínimo, as empresas privadas devem se encarregar dos serviços essenciais como saúde, segurança, previdência, educação. No periodo Neo Liberal, do Brasil, quase todas as empresas estatais foram privatizadas, depois de, na “onda liberal”, ter sido feito pelos países desenvolvidos. O Brasil chegou atrasado outra vez!

Hoje, com esta crise gerada pela especulação imobiliária nos Estados Unidos, a tese Neo Liberal está perdendo força. Os opositores dela, dizem que foi justamente pela não intervenção do Governo, ou seja, o excesso de liberalismo é que  provocou a crise. E, com isto, a Teoria Liberal de Adam Smith readiquiriu a sua força.

Abaixo está um Slideshow que, ao nosso ver, ilustra perfeitamente o texto:

Sabemos, agora, o que veio depois de Adam Smith. Mas qual a  influencia disso no Brasil? Para esta análise sugerimos a leitura  da história, abaixo, sobre dois famosos personagens que exemplificam bem o embate das “idéias” conservadoras com as liberais.

Em princípios de 1800, nasceu, nos pampas gaúchos, um garoto que foi batizado como Irineu Evangelista de Souza. Naquela época sul do Brasil vivia em guerra com tudo e com todos, principalmente com os espanhóis, e nos pampas gaúchos principalmente. Lá o Estado estava ausente. Por isso o roubo e o tráfico de tabaco, bebida e gado era atividade comum. E foi tentando defender o gado da família que o pai de Irineu morreu, ele tinha apenas 5 anos.

Sua mãe se casou novamente.  O novo marido não quis filhos de outro homem em casa, sua mãe não teve escolha, mandou-o para o Rio de Janeiro para trabalhar no comércio, Irineu tinha 9 anos. Sua mãe havia lhe ensinado matemática e por isto ele logo se diferenciou dos outros empregados. Em pouco tempo já era o homem de confiança do patrão.

Ali tudo se comerciava, inclusive escravos, que gerava o maior lucro da “mercearia”. Com a proibição do tráfico, a “mercearia” entrou em falência e Irineu agiu para salvar o que pudesse. Em um dos negócios que fez para liquidar bem a mercearia do patrão e salvá-lo da ruína, se ofereceu como ativo ao credor da “mercearia” e conseguiu salvar uma grande fazenda de café, do patrão.

Assim, Irineu passou a trabalhar para o escocês: Carruthers. Percebeu que a mercearia do antigo patrão, que tanto admirava, era um caos frente às técnicas que aprendeu com o escocês. Balanço Patrimonial era brincadeira de criança perto das tantas conversões de câmbio que tinha que fazer a cada venda. Acabou aprendendo a trabalhar com a Libra como ninguém. A partir daí o mundo ficou pequeno. Naquela época não existiam faculdades de administração. O candidato, para se tornar apto a exercer a função tinha que trabalhar para outro administrador até que este definisse que ele já estava pronto. No caso de Irineu isto ocorreu quando seu novo patrão decidiu se aposentar e ir para a Escócia. Voltou para seu país e deixou a “mercearia” para Irineu administrar, tornando-o seu sócio.

Irineu administrou tão bem e ganhou tanto dinheiro que ficou rico. Fundou o primeiro Estaleiro do Brasil. Nele, passou a fabricar, também, peças para seus outros empreendimentos. Entre eles a primeira linha férrea do Brasil. Depois a segunda e a terceira. O primeiro banco brasileiro. E, por imposição do governo, que temia a apropriação do território pelos americanos, fundou a primeira empresa de navegação do rio Amazonas.

Irineu era um Liberal assim como Adam Smith, mas tinha suas próprias teorias. A principal é que a riqueza de um país não é medida pelo tanto de ouro que este detém, mas sim pela diferença entre as exportações e importações.

Vejamos o segundo personagem: Dom Pedro II. – Sua avó, a Rainha Louca, negligenciou a doença do filho, que vinha sendo preparado para assumir o Trono, resultando na morte deste. Assim, Dom João VI, que queria ser padre, tornou-se o herdeiro do Trono, sem preparo e sem a mínima vocação. Quando Napoleão  invadiu Portugal ele fugiu para o Brasil. Depois de quinze anos decidiu voltar e deixou seu filho de apenas 12 anos no país para poder governar quando atingisse a maioridade. Nesse período o Brasil foi governado por pelo tutor. Quando Dom Pedro fez 14 anos, foi emancipado e feito Príncipe Regente.

No início foi um príncipe regente tímido, não promoveu mudanças, mas depois rompeu com Portugal, decretou a  independência e pôs-se a dar ordens.

Se achava um intelectual e era rodeado de “puxa-sacos”, em sua maioria os conservadores da época. Que não estavam nada satisfeitos com o fim do tráfico de escravos. O tráfico proporcionava a eles um investimento pequeno e altos retornos, como ainda não existia bancos eles repassavam estes escravos em troca de créditos absurdos (eram como os investidores na poupança, na década de oitenta, só o dinheiro trabalhava).  – O Brasil de 1800 era um lugar onde o trabalho era visto com preconceito: “coisa de escravo fazer”.

Por isso quando Mauá fundou o Banco do Brasil e fez os juros ficarem muito baixos, os conservadores começaram a inventar teorias de que uma pessoa física não poderia ser dona de um banco. Dom Pedro II vendo que teria apoio total da câmara resolveu estatizar o banco e elevar os juros, com isso ele seria “dono” de um banco e seus amigos correntistas ficariam satisfeitos.

Mesmo tendo perdido um banco que  sustentava seus investimentos no Brasil Mauá não se deu por vencido. Decidiu abrir outro banco. Os conservadores logo aprovaram uma lei que proibia fundar empresa dividida em ações, pois pretendiam impedir o funcionamento do novo banco de Mauá. Ainda assim ele chamou dois sócios e fundou o banco. Era um banco modesto, mas que fazia conversões de câmbio em libra, e representava ótimos preços neste setor, coisa que antes só era possível na Inglaterra, o Banco do Brasil não fazia este trabalho.

O sucesso do novo banco, fez de Mauá objeto de ódio dos conservadores, que passaram a atacá-lo dos mais diversos modos. Continuou lutando contra os conservadores enquanto pôde. Até sofrer a rasteira definitiva, do governo, que atingiu até a sua saúde, tomaram-lhe o direito de comerciar e administrar.

A partir daí Mauá ficou deprimido e doente, mas lutou até  readiquirir os seus direitos. Faleceu aos 76 anos, e apesar de perder as suas empresas ainda era, como pessoa física, o homem mais rico do Brasil.

Grandes feitos de Mauá:

  • Combateu a escravidão e inventou novas formas de realizar trabalho sem mão de obra escrava.
  • Primeira indústria brasileira.
  • Todas as ferrovias da época foram iniciadas por ele.
  • Evitou que os EUA tentassem se apropriar da Amazônia, fundando uma empresa de navegação no Rio Amazonas.
  • Primeiro brasileiro a lançar ações no exterior.
  • Fundou o Banco do Brasil.
  • Implantou a iluminação a gás no Rio de Janeiro.

Assistam a este outro Slideshow que, também ilustra perfeitamente os fatos:

Para saber mais sobre esta importante figura histórica leia o livro “Mauá, o empresário do Império”.

Vídeos engraçados, do Blog NãoSalvo.com.br, no Youtube

Para quem ainda não conhece o blog de “HumorNegro” NãoSalvo.com.br aqui está uma pequena apresentação.

Blog Não Salvo
Blog Não Salvo

Estes vídeos foram cuidadosamente selecionados pelo pessoal do Blog. Todos bombaram e são realmente muito engraçados. Espero que gostem!

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